Não vou querer estar preso numa gaiola segura, quero poder me aventurar, conhecer o que existi depois dessas grades.
Preso nessa pequena jaula sei que estarei seguro, ninguém e nada poderá me atingir, mas com isso, também, deixarei de aprender o significado de viver. Estou com a chave, basta eu querer abrir o cadiado. Repentinamente dá-me um frio na barriga. Imagino um universo alucinador, medonho e perigoso que me espera: Abismos que terei que conseguir atravessar construindo pontes rígidas; seres desconhecidos que falarão comigo e sem enterder a sua língua terei que forçar um sorriso; tempestade e ventos fortes que irei fugir, buscando um raio de luz para me aquecer.
E assim o medo me invade, a porta da liberdade vai ficando cada vez mais distante. Quase a desistir, uma simples gota de lágrima começa a escorrer sobre meu rosto e diante dessa outras começam a vir. Como posso ser tão fraco? Ainda nem pisei fora para ver se esse mundo, em qual, imagino existe realmente, talvez, tudo isso passe de uma fantasia e quando sair, depararei ao lado do calor, da luz, dos cantates pássaros que voam bravamente contra o vento sem desistir e conseguem chegar ao seu destino, de seres celestiais que cuidarão de mim.
Caso eu queira conhecer a verdadeiro mundo que existi após essa jaula, terei que ser corajoso e abrir o cadiado.
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