quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Um doce coração.


Eu sei que não sou igual a vocês
e agradeço por isso.
Sei que com minha honestidade
mudarei esse mundo.

Não vou mentir sobre meu psiquê
mas, sim, cantarei pelo ar a fora
mostrando que sou feliz.

Dançarei sobre as rosas
cujo dará-me emoções
trazendo consigo amores.

Levarei para minha vida
histórias a contar
lembrarei cada uma delas
para sonhar com o luar.

Esse sentimentalismo delirante
que invade e expande
nesse pequeno coração alucinante.

Triste por não ter carinho,
sozinho sem ter um amigo
pensa na solidão
esquecendo sua razão.

Sempre quando está só
ele lembra
de um pequeno cheiro no ar.

Um leve aroma da vida
a doce rosa esquecida
que um dia alegrará
aqueles corações a amar.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Metamorfose

Queria ser um doce menino que sonharia com humildes desejos, sem ganâncias, sem luxuria. Conseguiria lutar contra seus medos para que um dia possa mostrar a cara, e mesmo que alguém jogue uma pedra, saiba desviar ferozmente e nada o atingirá.
E esse menino, com uma enorme inocência, conquistaria o coração de todos, ninguém se quer, deixaria-lo sozinho, sempre, mesmo nas horas mais difíceis, teria um ombro para abraçar e entregar suas terríveis dúvidas, assim, com um aconchegante calor humano, seu coração ficaria seguro, tornando-se forte, indestrutível.
No decorrer de sua vida, perceberia que a criança que era de ser, já não é mais a mesma, muito mais fortalecida e segura de seus planos. Entenderia que aquele medroso menino, não poderia mais voltar, pois teria que vencer seus próprios obstáculos.
Uma doce criança se fortalece e com o passar do tempo entederá que estava dentro de uma metamorfose, pois trasformou-se num adulto.

sábado, 23 de outubro de 2010

Quero me limpar

 Mais uma vez venho começar a reclamar, como sempre, estou cansado. Afinal, cansado de quê? Gostaria de saber a resposta.
 Vivo pensando e sonhando com a perfeição e acredito que um dia encontrarei alguém realmente especial que não seja composto por falsidades. Alguém cujo seu psiquê seja sereno, leve como uma pena, claro como a luz do sol e celeste como os anjos. Eu sei que esse ser que vivo sonhando não existe, pois todos, infelizmente, estão corrompidos. Esquecemos o ar da inocência quando erámos crianças, aquela doce ingenuidade que todos acreditavão, seres honestos, sem malícias, enfim, pequenos anjos. Só que com a vida em que levamos e as más influências, fica difícil de ser limpo. Querendo ou não, sujamo-nos e sem o sabão para poder nos limpar, torna-se difícil voltar ao sereno branco que usávamos.
 Nem eu mesmo estou limpo, vejo que a cada dia que passa estou me sujando e deixando minha roupa com tristes pigmentos. Queria poder me vestir novamente e mostrar a todos que sou livre e sincero, e que os sujos que quererem me usar, não conseguirão mais, estarei imune à toda poeria.
 Serei eu mesmo, verdadeiro e feliz.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Livre-arbítrio

 Não sei mais o que ser, posso ser livre como eu quero? Posso me exibir pelo mundo e encarar o preconceito? Muitas vezes tento parecer um ser forte, que resiste a todos os obstáculos, mas, isso, só passa de uma falsa interpretação. Sou fraco, minha fragilidade sentimental chega a me atrapalhar, impedindo que use a razão.
 Sentimento de dó, de que o outro precisa de mim e com isso tenho como obrigação ajudá-lo, mas reflito minunciosamente e vejo que se eu não existisse, esses seres sugadores, teriam que agir de qualquer forma, caso contrário, ficariam vagando pelo mundo. Então, por quê, justo eu, que tenho meus próprios problemas, tenho que perder meu tempo ajudando-os e esquecendo de cuidar de mim mesmo? Será que não posso ser um pouco egoísta e importar somente comigo e a mais ninguém? Não posso esquecer essas sanguessusgas e ter o pleno gozo de satisfação? Por que não? Sou como todos, livre, nasci, cresci , vivi, e aprendi inúmeras coisas, e um dia, todos, seja cedo ou tarde, terão o mesmo fim, afinal, somos iguais, a única coisa que muda é a ética e a sabedoria que cada um adquiriu no decorrer da vida.
 Com isso, vejo-me com a liberdade de poder gritar pela rua e falar meus desejos, meus sonhos, meus desabafos, poder correr e encontrar alguém, mesmo que não seja perfeito, entenda-me. Não busco a perfeição, com certeza, é inexistente, mas quero poder encontrar uma fada madrinha que realize meus pedidos e me apoie nessa imensa jornada que devo seguir.
 Quero saber usar a ousadia como uma arma, combatendo meus inimigos para que no futuro, consiga sorrir naturalmente para sociedade.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

A jaula.

 Não vou querer estar preso numa gaiola segura, quero poder me aventurar, conhecer o que existi depois dessas grades.
 Preso nessa pequena jaula sei que estarei seguro, ninguém e nada poderá me atingir, mas com isso, também, deixarei de aprender o significado de viver. Estou com a chave, basta eu querer abrir o cadiado. Repentinamente dá-me um frio na barriga. Imagino um universo alucinador, medonho e perigoso que me espera: Abismos que terei que conseguir atravessar construindo pontes rígidas; seres desconhecidos que falarão comigo e sem enterder a sua língua terei que forçar um sorriso; tempestade e ventos fortes que irei fugir, buscando um raio de luz para me aquecer.
 E assim o medo me invade, a porta da liberdade vai ficando cada vez mais distante. Quase a desistir, uma simples gota de lágrima começa a escorrer sobre meu rosto e diante dessa outras começam a vir. Como posso ser tão fraco? Ainda nem pisei fora para ver se esse mundo, em qual, imagino existe realmente, talvez, tudo isso passe de uma fantasia e quando sair, depararei ao lado do calor, da luz, dos cantates pássaros que voam bravamente contra o vento sem desistir e conseguem chegar ao seu destino, de seres celestiais que cuidarão de mim.
 Caso eu queira conhecer a verdadeiro mundo que existi após essa jaula, terei que ser corajoso e abrir o cadiado.

domingo, 10 de outubro de 2010

Sonhar pelo ar.

Mas uma vez venho desabafar, quando a tristeza chega até a mim, tento me animar aqui, compartilhando um pouco do meu sofrimento com vocês. Sei que sou exagerado nos meus sentimentos, sentindo a tristeza fortemente quando ela chega, mas por sorte, também, consigo sentir muito bem a felicidade.
Sinto-me só. Será que realmente devo começar a acreditar no amor? Não consigo. Nunca queria dizer isso, mas tenho medo de amar e de enfrentar os obstáculos com alguém ao meu lado, pois se ambos cairem, terei que estender minha mão para ajudá-lo. Egoismo? Acho que não, mas, sim, medo.
Sempre quis compartilhar meus momentos de euforia com alguém especial que realmente importasse comigo, como naqueles contos de criança em que sonhamos com a milaborante poder da magia. Mas, aquele exemplo de príncipe ou princesa que faz nossos desejos sempre sorrindo e te amando, mesmo que você esteja errado, não existe.
Posso estar esperando minha fada chegar e realizar meus pedidos, mas infelizmente, quem terá que saber usar a varinha mágica serei eu.